Arrecadação com IPVA em Minas já supera R$ 11 bilhão


Minas Gerais arrecadou R$ 11,17 bilhões com o IPVA de 2026 até 30 de setembro.

Esse montante corresponde a 91,46% da receita estimada para o ano com o tributo.

A bandeira de campanha do governador Cleitinho Azevedo, a redução das alíquotas do IPVA, vem gerando discussões sobre o impacto nas finanças estaduais e municipais.

O governador Mateus Simões já enviou um projeto de lei à Assembleia Legislativa visando essa redução, o que reflete o compromisso assumido durante a campanha.

O impacto da arrecadação do IPVA em Minas

Até o final de setembro de 2026, Minas Gerais já arrecadou R$ 11,17 bilhões com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o que corresponde a 91,46% da previsão de receita para o ano. O valor foi obtido através de um levantamento da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) e indica que a arrecadação está indo ao encontro das estimativas do governo, que espera um total de R$ 12,2 bilhões com este tributo ao final do exercício.

A arrecadação do IPVA é uma das bandeiras principais da campanha do governador eleito Cleitinho Azevedo, que propõe a redução das alíquotas do imposto. Vale ressaltar que 50% da receita gerada fica com os municípios, que são responsáveis pelo emplacamento dos veículos. Cleitinho argumenta que a revisão das isenções fiscais setoriais pode compensar as perdas financeiras das prefeituras.

Propostas de redução das alíquotas

Recentemente, o governador Mateus Simões enviou um projeto de lei à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que autoriza a diminuição das alíquotas do IPVA em até 75%. Essa proposta é parte do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para o próximo ano, que estipula uma arrecadação de R$ 14,69 bilhões com o imposto, considerando também multas e outros encargos.

A frota veicular tributável em Minas Gerais é de cerca de 8,84 milhões de veículos, dos quais 7,58 milhões (85,7%) já quitaram o imposto, deixando 1,26 milhão (14,3%) de débitos pendentes. As alíquotas do IPVA variam conforme o tipo de veículo e a região, implicando uma taxa de 4% para carros e caminhonetes de cabine dupla, enquanto motocicletas são taxadas em 2%.

A nova administração também promete realizar estudos approfondados para implementar a redução sem comprometer a responsabilidade fiscal do estado.