O DFM Box é um hatch elétrico que chega ao mercado com um preço de R$ 135.900, destinado a competir com modelos como o BYD Dolphin Mini e o Geely EX2.
O modelo se destaca pelo pacote de equipamentos, acabamento e suspensão, embora o custo-vantagem frente à concorrência seja um dos pontos em discussão.
Com autonomia de 275 km, o DFM Box introduz-se em um espaço competitivo, atraindo consumidores que buscam veículos elétricos no Brasil.

A análise do desempenho, acabamento e características de segurança do DFM Box será crucial para entender sua aceitação no mercado.
Apreciação do DFM Box
O DFM Box é um hatch elétrico que se destaca em um segmento em franca expansão no Brasil. Com um preço de lançamento de R$ 135.900, o modelo apresenta características atrativas, embora tenha superado as expectativas de preço inicialmente previstas. A unidade testada faz parte de uma campanha promocional que se encerra em 31 de dezembro, quando seu valor deverá aumentar para R$ 138.900.
O hatch possui um motor elétrico com potencia de 95 cv e torque de 16,3 kgfm, alimentado por uma bateria de 43,9 kWh, que, apesar de ter uma autonomia de 275 km (inferior à da concorrência, como o BYD Dolphin Mini e o Geely EX2), se sobressai na recarga rápida, suportando até 88 kW em carga contínua. A capacidade de reabastecimento da bateria é um diferencial importante, prometendo recuperar de 30% a 80% em apenas 30 minutos.
Comparativo com concorrentes
Quando comparado a modelos como o BYD Dolphin Mini e o Geely EX2, o DFM Box apresenta algumas vantagens e desvantagens. Enquanto o Dolphin Mini parte de R$ 118.990 nas versões GL e GS, o Geely EX2 também se mantém mais acessível, com preços variando entre R$ 124.600 e R$ 137.800.
Em termos de dimensões, o DFM Box tem um comprimento de 4,02 metros e um espaço para o porta-malas de 309 litros. O espaço interno é razoável, mas pecam em itens como saídas de ar-condicionado e portas USB para os bancos traseiros, que não estão disponíveis. Com uma relação de peso/potência de 14,3 kg/cv, o desempenho do Box em aceleração é modesto, levando 13,8 segundos para alcançar 100 km/h, um tempo consideravelmente maior que o do EX2.
Aspectos positivos e negativos
Dentre os pontos positivos do DFM Box, destaca-se o acabamento, que é considerado bom, e um pacote de segurança robusto, com recursos como seis airbags, controle de estabilidade, e assistência de frenagem de emergência. Além disso, a suspensão do modelo foi elogiada pela sua eficácia, proporcionando uma condução confortável e segura.
No entanto, muitos usuários podem se decepcionar com a falta de conectividade nativa, já que não há integração com o Apple CarPlay e o Android Auto. Além disso, o desempenho do sistema de frenagem não foi conforme o esperado, com uma distância de parada de 41,9 metros a partir de 100 km/h, o que pode ser preocupante em situações críticas.
Com características que impressionam e outras que deixam a desejar, o DFM Box se coloca como uma interessante proposta no mercado de hatches elétricos, enfrentando um cenário competitivo com desafios que precisa superar para conquistar os consumidores brasileiros.

